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Marina: cidade é espaço para solução de problemas ambientais

Fonte: Terra - Data: 26/01/2012

"Não podemos ver as cidades como um mero amontoado de problemas. São também um espaço facilitador para a resolução desses problemas." A frase da ex-ministra Marina Silva foi dita durante encontro concorrido no Fórum Social Temático, no Rio Grande do Sul. Durante as análises de soluções para enfrentamento dos problemas ambientais, tendo em vista a Rio+20 que será realizada em junho, os ambientalistas defenderam que as cidades devem estar no centro das discussões.

A sessão foi concorrida e lotou o auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além de Marina Silva, participaram os teólogos Leonardo Boff e Frei Betto e o ativista e criador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew, entre outros.
 
O socioambientalista e ex-consultor do Ministério do Meio Ambiente Tasso Azevedo disse que, se as cidades concentram problemas, também agrupam soluções. "Não é mais tempo de pensar nos grandes objetivos, a gente deve pensar em nível mais local. O que falta hoje é definir em que lugar queremos chegar como coletivo", explicou.
 
Durante o debate, o programa Cidades Sustentáveis, ligado a organizações como o Movimento Nossa São Paulo e o Instituto Ethos, lançou uma plataforma com sugestões em níveis internacional, nacional e local para melhorar a qualidade de vida nas cidades e incluir os centros urbanos na busca de soluções para problemas ambientais globais.
 
Entre as propostas apresentadas pelo grupo, estão políticas de financiamento para os poderes locais investirem em projetos de sustentabilidade, o fortalecimento da representatividade de autoridades locais nas instâncias multilaterais e a criação de sistemas internacionais de intercâmbio, para que as cidades possam trocar experiências sobre iniciativas sustentáveis.
 
O sociólogo Emir Sader, que participa do fórum, avalia que a crise econômica global põe em jogo a importância da Rio + 20. "É uma batalha fundamental da humanidade, mas é uma batalha em que nós assopramos contra o vendaval, contra os países do centro do capitalismo, que não mostraram disposição em cumprir os compromissos estabelecidos há 20 anos", disse.
 
Na avaliação do sociólogo, os países ricos enfrentam um círculo vicioso de reagir à recessão e à crise com mais cortes e, portanto, com mais recessão, em uma espécie de "armadilha" armada para os países pobres e em desenvolvimento, mas que se virou contra eles.

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